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Coleção Judaísmo
O Que é um Judeu
“ROSH HASHANá”

MORRIS KERTZER

É o nome hebraico do Ano Novo. Representa um dos dois dias santos mais sagrados da fé judaica e dá início aos “Dez Dias de Penitência” quando “a humanidade se submete a julgamento perante o trono celestial”. Durante esse período, afirma a tradição, Deus perscruta os corações dos homens e examina os motivos de seus atos. É também o período em que os judeus se julgam a si mesmos, comparando seu procedimento durante o ano findo com as resoluções tomadas e as esperanças que haviam acalentado.

Na moderna Israel celebra-se o Rosh-Hashaná somente um único dia; os ortodoxos continuam a observar dois dias igualmente santificados, conforme o costume mantido desde o primeiro século.

A exemplo de quase todos os demais dias santos do Judaísmo, as observâncias do Rosh-Hashaná incluem certa mistura de solenidade e festividade. O Novo Ano é uma época para reunião da clã, quando tanto os jovens como os anciãos voltam ao lar. O esplendor de seu ritual cria laços emocionais com o Judaísmo até nas crianças pequenas demais para compreender e apreciar plenamente a ética da fé; nos anos seguintes a mente reforça esses laços do espírito e do coração.

O símbolo mais relevante das práticas do Rosh-Hashaná é o shofar, ou chifre de carneiro, que se faz soar durante o culto do Ano Novo e em cada um dos dez dias de penitência. Em tempos idos, o shofar era instrumento de comunicação. Nas colinas da Judéia era possível alcançar todo o país em poucos momentos por meio de apelos de shofar, correndo do cume de um monte para outro. Nos ofícios do Rosh-Hashaná, o shofar é o chamado para a adoração. Conclama os fiéis a se arrependerem de suas faltas do ano decorrido; a voltarem a Deus com o espírito contrito e humilde e a distinguirem entre o trivial e o importante na vida, de modo que os doze meses seguintes possam ser mais ricos de serviços a Deus e aos homens.

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  Marcelo Ghelman